Março 2020 - Resultado Antecipado
Trump discursa antes do embarque do navio hospital que segue para Nova York

 Trump acompanha neste sábado (28) a partida do navio hospital Comfort, que segue para Nova York. A região concentra um grande número de casos de Covid-19, causada pelo coronavírus, nos Estados Unidos.

O presidente americano declarou que o navio está equipado com salas de cirurgia e grande estrutura para atender pessoas que estão doentes e ampliar o número de leitos nos hospitais de Nova York.

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Este é o segundo navio hospital que segue para auxiliar no combate ao coronavírus. O primeiro, o Mercy, chegou antes do previsto à costa oeste, na Califórnia.

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Sobre o Comfort, afirmou que o"navio está muito bem equipado para receber pessoas doentes ou que precisem de cirurgias, deve abrir novos leitos e tem capacidade para enfrentar todo o tipo de dificuldade". A embarcação conta com 12 salas de cirurgia, laboratório médico, farmácia para produção de medicamentos, oxigênio, heliponto, equipe médica treinada para trabalhar sob pressão e mais de mil homens da marinha americana.

"Mais de cem nações do mundo enfrentam esse inimigo invisível e nada nos deterá para salvar vidas e combater o avanço desse vírus", disse.

Trump reforçou que irá anunciar nos próximos dias a quarentena para os estados Nova York, Nova Jersey e Connecticut. Segundo ele, a medida não afetará os caminhoneiros que circulam levando mercadorias, nem a atividade comercial.

Também anunciou a ampliação dos hospitais de campanha. "Esses hospitais são de excelente qualidade, mas vamos acrescentar mais quatro tendas para atender a população de Nova York".

O presidente americano também informou que algumas empresas, como a GM, deverão produzir ventiladores pulmonares. "São equipamentos complexos e que levam um tempo para serem produzidos, mas colocaremos empresas para aumentar a capacidade de produção. E o que sobrar, vamos enviar para outros países do mundo que estão precisando, como o Reino Unido."

Nos próximos meses, os Estados Unidos vão precisar de três vezes mais respiradores do que é utilizado em um ano. Também estão sendo produzidas mais máscaras e equipamento de proteção.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/oms-diz-que-nao-da-para-prever-quanto-tempo-pandemia-vai-durar-27032020



Onde está a luz no fim do túnel da pandemia de coronavírus, que já infectou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente?

Para responder isso, precisamos de menos incerteza ao fazer, por exemplo, cada vez mais testes para determinar quem está infectado, medida que pode aplacar a preocupação de muita gente e garantir uma estratégia eficiente de combate ao vírus, como na Coreia do Sul.
Mas uma das respostas que podem marcar uma virada nessa pandemia, junto com remédios e vacinas que funcionem, passa não por quantas pessoas estão doentes hoje, mas por quantas já enfrentaram silenciosamente o vírus e sequer perceberam.

Uma busca em massa por anticorpos nas pessoas pode permitir descobrir se todos esses números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg.
Se for o caso, será possível tirar duas conclusões. A primeira é que a taxa de mortalidade, hoje estimada em cerca de 3,4% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser bem menor do que se sabe.

A segunda é que milhões de pessoas podem já ter contraído o vírus, desenvolvido algum grau de imunidade e, portanto, não precisariam ficar isoladas.

Essa informação pode influenciar decisões políticas e determinar se o principal "remédio" adotado pelas autoridades contra essa crise — no caso, quarentenas de quase 3 bilhões de pessoas — está na dose certa ou se ele vai ser pior que a doença e matar o paciente, como tem se questionado, a exemplo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
O debate em torno da real gravidade do novo coronavírus, que matou quase 24 mil pessoas desde dezembro, se agrava ainda mais porque trata de vidas humanas.

Testes para detectar o coronavírus no momento podem ser feitos com base em amostras de secreção respiratória
 
Testes para detectar o coronavírus no momento podem ser feitos com base em amostras de secreção respiratória BBC NEWS BRASIL / Getty Images
 
Minoria reage a confinamentos
Há uma grande divergência entre basicamente dois grupos. De um lado, uma pequena minoria que inclui os presidentes de Estados Unidos, Brasil e México e alguns especialistas. De outro, amplamente majoritário, estão mais de cem líderes mundiais, a OMS e a maioria dos pesquisadores.

O primeiro grupo, no qual estão Donald Trump e Jair Bolsonaro, defende que os dados disponíveis, ainda que escassos, apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral. Ela se parece com a gripe (ou uma "gripezinha") que circula todo ano. Por isso, seria possível contê-la sem tamanha perda econômica.

Ou seja, argumentam eles, qual é a necessidade de confinar a população inteira se apenas uma minúscula parcela corre de fato o risco de morrer? No caso, as pessoas com mais de 60 anos e aquelas com condições pré-existentes, como doenças cardíacas e diabetes.
Segundo a abordagem defendida por esse grupo minoritário, chamada de isolamento vertical, bastaria proteger os mais vulneráveis e retomar a vida do restante da sociedade até que todo mundo fique imunizado com conta própria.
A conta é que, quando mais de 50% da população estiver imunizada, seria como se todos estivessem vacinados. Ocorreria a chamada "imunidade de grupo ou de rebanho", na qual a imunidade de um acaba protegendo o outro por reduzir a cadeia de transmissão do vírus.
É importante deixar claro que ainda há dúvidas se de fato as pessoas que tiveram a doença uma vez a não terão de novo, como em geral acontece. Saber isso é chave nesse debate.
Os anticorpos são uma espécie de memória de batalha do nosso corpo contra um invasor. Em geral, a gente o derrota uma vez e não se esquece como faz isso.
O problema é que essa imunidade nem sempre ocorre ou é completa. O sarampo tem, por exemplo, a capacidade de fazer o corpo se esquecer de como o combater.
Por outro lado, a grande maioria das autoridades e de especialistas defende que a falta de dados não permite tirar conclusões precipitadas que podem levar ao colapso do sistema de saúde, mesmo que todo esse confinamento gere enormes custos econômicos.
Para esse segundo grupo, não se trata de um cenário hipotético baseado em modelos matemáticos, mas da realidade, e equívocos aqui podem levar à morte de milhares ou milhões de pessoas. Ou seja, uma "gripezinha" seria capaz de lotar hospitais ao redor do mundo de uma forma sem precedentes na história recente.
Não há até o momento qualquer remédio, vacina ou certezas sobre o novo coronavírus. Por isso, o mundo tem se isolado para evitar que as pessoas transmitam a doença entre umas para as outras e que muita gente fique doente ao mesmo tempo, impedindo que o sistema de saúde tenha a capacidade de atender todo mundo.

Coronavírus foram batizados assim por causa das pequenas 'coroas' na superfície
Coronavírus foram batizados assim por causa das pequenas 'coroas' na superfície BBC NEWS BRASIL / Getty Images
Anticorpos podem influenciar debate
Há então como sair desse impasse? Ou essa situação de confinamento durará meses ou até anos?
Bem, uma saída que vem sendo discutida em alguns lugares do mundo, principalmente no Reino Unido, é o teste sorológico massivo e controlado, feito a partir de amostras de sangue, para encontrar nas pessoas anticorpos ligados ao novo coronavírus.
Diversos países estão desenvolvendo e investindo nesses testes, entre eles o Brasil. Especialistas ressaltam que é essencial que essas análises sejam seguras e confiáveis, sem falsos positivos ou falsos negativos, que poderiam ter consequências catastróficas, como expor à contaminação alguém que acredite falsamente que está imune.
O governo britânico decidiu comprar 3,5 milhões de unidades destes testes. A estratégia pode envolver enviar esse material para a casa de habitantes selecionados a fim de tentar descobrir de fato quantas pessoas contraíram o vírus sem saber.
Há uma pequena parcela de pesquisadores que estima que o número de pessoas infectadas que podem já ter adquirido imunidade pode ser dez, cem, mil vezes maior. Ou que a doença mata uma pessoa a cada cem, uma a cada mil ou uma a cada dez mil, como uma gripe.
Para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o resultado desse experimento pode vir a representar uma grande virada na estratégia de combate à pandemia. Se descobrirmos que a maioria da população já teve contato com o vírus, as medidas de distanciamento social poderiam até ser flexibilizadas ou extintas.
Em última instância, no cenário mais otimista, isso poderia levar à reabertura de lojas, escolas e locais de trabalho, por exemplo.

O novo vírus faz parte da família dos coronavírus, que inclui Sars e Mers
O novo vírus faz parte da família dos coronavírus, que inclui Sars e Mers BBC NEWS BRASIL / Getty Images
Para se ter uma ideia, pesquisadores de Oxford estimaram em um exercício teórico que até metade do Reino Unido já pode contraído o vírus. Mas isso é apenas uma hipótese. Só esses testes massivos e controlados com anticorpos poderão esclarecer isso.
Esses testos sorológicos são importantes também para as equipes de saúde serem monitoradas constantemente e evitar que elas contaminem outras pessoas ou sejam contaminadas.
E se esse experimento não encontrar um percentual expressivo de pessoas com anticorpos? Isso não deixa de ser uma informação extremamente relevante também. Caso se confirme essa hipótese, teremos ainda mais certezas sobre:
- a importância do distanciamento social para evitar a disseminação da doença e todas as medidas de higiene recomendas, como lavar as mãos com sabão por ao menos 20 segundos;
- o investimento e a mobilização inédita em testes clínicos para encontrar possíveis tratamentos, já que nenhum até agora foi aprovado para esse fim;
- e de que o desenvolvimento de uma vacina é essencial, algo que pode levar no mínimo mais um ano, já que é preciso garantir também que ela funcione e não tenha o efeito contrário, de nos deixar mais vulneráveis ao vírus.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
Ciência anuncia investimento de R$ 100 milhões em pesquisas de saúde

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) afirmou na sexta-feira (27), que investirá R$ 100 milhões em pesquisas na área de saúde. O recurso foi liberado como crédito suplementar pelo Governo Federal e terá como origem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
 
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Conforme a pasta, foi anunciado uma chamada pública na área da saúde no valor de R$ 50 milhões, sendo que o MCTIC investirá R$ 30 milhões e o Ministério da Saúde R$ 20 milhões.

O edital será lançado por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTIC. A chamada contemplará projetos nas áreas de diagnósticos, vacinas, testes clínicos com pacientes, patogênese do vírus e temas relacionados ao combate à covid-19.
 
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O MCTIC também lançou o IdearuMCTIC (www.mctic.gov.br), ferramenta para a conexão de ideias e avaliação de maturidade de soluções tecnológicas, com foco inicial nos desafios apresentados pela pandemia.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
OMS informou que pacientes da Espanha e Noruega estão nos experimentos

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que uma vacina para coronavírus ainda deve demorar “pelo menos 18 meses”, apesar dos testes em andamento. O comando da OMS informou que pacientes de Espanha e Noruega estão envolvidos em experimentos.
 
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Mas Ghebreyesus insistiu para que pessoas não usem remédios que não tenham eficácia comprovada, diante dos riscos à saúde com esse comportamento. A OMS insistiu na importância de que países realizem testes para identificar casos, isolar os positivos e cuidar dos registros mais graves.
“Muitos países mostram que o vírus pode ser controlado, com medidas agressivas nessa linha”, disse a entidade. “O coronavírus pode causar doença leve, moderada, grave ou matar”, lembrou, comentando também que a doença é “significativa”, por causar “doença severa em muitas pessoas”.

Mesmo no caso das crianças, em que a maioria desenvolve doenças leves, há registros de casos graves, advertiu a OMS. A entidade lembrou ainda que a doença já é transmitida em seus estágios iniciais, por isso a importância do distanciamento para conter os contágios. “A distância física é recomendada para impedir que o vírus passe de uma pessoa para outra.”

“Essa é uma doença capaz de causar impactos em todas as pessoas de todas as idades”, afirmou Maria Van Kherkove, especialista em doenças infecciosas da OMS. Na Coreia do Sul, apenas 20% dos casos de contaminação eram de pessoas com mais de 60 anos. Na Itália, 15% dos internados em unidades de terapia intensiva tinham menos de 50 anos. “A grande questão é que você pode transmitir para alguém e a pessoa morrer. Todo mundo tem papel nisso.”

Tedros informou ainda que o fundo de solidariedade contra o coronavírus já recebeu US$ 108 milhões, com doações de mais de 203 mil pessoas e organizações. "Para fortalecer nosso apelo a todos os países para que conduzam pesquisas e façam testes, estamos trabalhando para aumentar a produção e a capacidade de testes em todo o mundo", afirmou. “O sucesso de um país é o sucesso de outro. E o fracasso de um é o do outro. Estamos juntos nessa luta”, resumiu Maria Kherkove.
 
Brasil
A Fiocruz vai coordenar no Brasil os esforços mundiais para investigar a eficácia de quatro tratamentos contra a covid-19, entre eles a cloroquina e a hidroxicloroquina, usadas contra a malária e que se mostraram promissoras em alguns testes iniciais, ainda feitos com poucas pessoas no mundo.

Os testes farão parte do ensaio clínico Solidariedade (Solidarity), lançado pela OMS.
No país, vão participar 18 hospitais de 12 estados, com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. De acordo com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, os medicamentos que o estudo clínico apontar como os mais adequados à doença poderão ser produzidos em Farmanguinhos.

A fundação também iniciou a construção de uma nova estrutura para ajudar os governos estadual e municipal a combater a doença.


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Secretário de Vigilância em Saúde diz que cloroquina pode ter efeitos nocivos

O Ministério da Saúde fez um alerta nesta sexta-feira (27), sobre o uso do medicamento cloroquina no combate ao novo coronavírus. O remédio sumiu de muitas farmácias desde que o presidente Jair Bolsonaro passou a divulgar informações de que o País estaria no caminho de encontrar uma medicação de combate ao vírus.
 
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O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o uso da cloroquina pela população pode, na realidade, ter efeitos nocivos sobre a saúde. "A cloroquina é um medicamento indicado em condições específicas, mas ele tem contraindicações. Pode ser tóxico em médio e longo prazo", afirmou à imprensa ontem.

"A cloroquina não é um medicamento para evitar a doença. Os estudos ainda estão sendo realizados. Estão seguindo um rito muito mais acelerado que o tradicional", disse o secretário.
 
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A medicação, que é usada no combate à malária, vai ser produzida em larga escala e distribuída em hospitais de todo o País para ser testada em pacientes em situação grave. O Ministério da Saúde informou que serão liberadas 3,4 milhões para hospitais. Hoje, há 148 pessoas na UTI, em estado grave, com a covid-19.


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Aumenta o número de mortes por coronavírus na Espanha

Em apenas 24 horas, a Espanha registrou 832 mortos vítimas da Covid-19, causada pelo coronavírus. O número mais alto já alcançado no país. A informação foi divulgada neste sábado (28) pelo Ministério da Saúde.
 
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No total, o número de óbitos no país por causa da pandemia chega a 5.690. Segundo o governo espanhol, o número de novos casos da doença foi de 8.189. A Espanha contabiliza 72.248 contágios.
 
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O número de pacientes em cuidados intensivos é de 4.575 e as altas hospitalares somam 12.285.

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Guardas fazem abordagem a motoristas durante quarentena em Santos

Cidades do litoral de São Paulo fazem um bloqueio para evitar a entrada de turistas durante o período de quarentena no Estado. Em Santos, há um bloqueio na cidade realizado por guardas municipais na manhã deste sábado (28).
 
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O bloqueio ocorre na entrada da cidade em uma avenida que dá acesso a Rodovia Anchieta, que liga o litoral de São Paulo à capital paulista. Na abordagem, os guardas pedem para todos os veículos que não tem a palca da cidade, um comprovante de residência.

O trânsito é autorizado só quem trabalha em atividdes esseciais da cidade, como o transporte de alimentos e de medicação. Para quem não consegue comprovar ou apresentar uma justificativa, é preciso fazer a volta na avenida e pegar o retorno.
 
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O bloqueio é realizado durante o período de calamidade pública. De acordo com informações da Record TV, 14 casos foram confirmados em Santos e mais dois confirmados em Praia Grande.



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Avião que irá repatriar europeus decola neste sábado (28) do Uruguai


Um avião da companhia aérea espanhola Iberia transportará neste sábado (28) 288 passageiros de diferentes nacionalidades europeias como parte das medidas tomadas pelo Ministério das Relações Exteriores do Uruguai para repatriar pessoas de outros países devido à pandemia do novo coronavírus.
Fontes de dentro da empresa confirmaram à Agência Efe que a aeronave sairá do Aeroporto Internacional de Carrasco, nos arredores de Montevidéu, às 14h20 (horário de Brasília) rumo a Madri.
O avião é o mesmo que pousou no país vizinho nesta sexta-feira (27) com 170 uruguaios que estavam presos em diferentes países europeus e foram recebidos pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Talvi.
"Depois de dias de incerteza sem saber se eles voltariam, recebemos 170 uruguaios que ficaram retidos na Europa. E hoje, embora um pouco longe, eles podem ver as suas famílias e estar em casa. Chegaram no excepcional voo da Iberia. Esta é a Operação Todos em Casa", escreveu Talvi, candidato derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, no Twitter.
O próprio chanceler tinha tuitado mais cedo que as autoridades tinham coordenado protocolos de saúde extremamente rigorosos para assegurar a saúde dos passageiros que chegaram, das suas famílias e da sociedade em geral.


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Ibaneis Rocha abre casas lotéricas e agências

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que o governo vai autorizar a reabertura de casas lotéricas e representantes bancários, por conta dos serviços de atendimento que são prestados nessas unidades para população carente, como recebimento de benefícios sociais. A quarentena no DF, porém, continua sem uma data para acabar.

Brasília tem 242 casos confirmados de contaminação pelo coronavírus, com 39 pessoas da UTI e outras nove em situação altamente crítica.

"Estamos com a quarentena há três semanas. Mas temos conseguido manter uma estabilidade, justamente por causa do isolamento. É o único remédio que tem hoje para essa doença, para evitar o contágio", disse Ibaneis ao jornal O Estado de S. Paulo. "Estou voltando com alguns serviços, porque há demandas sociais da coletividade. Temos cidades que não têm nenhum caso ainda, mas que também não conta com nenhum serviço bancário."

No Sol Nascente, segunda maior favela do Brasil, localizada a 30 km do Palácio do Planalto, muitas pessoas recebem seus benefícios por meio de correspondentes bancários e casas lotéricas.

"Então, a gente tem que criar uma válvula de escape. Estabelecemos que cada lugar vai ter que determinar uma distância das pessoas, vão ter que fornecer álcool gel, máscaras. São regras que fixei com o sindicato das lotéricas. Só vai abrir as lotéricas e os correspondentes bancários, não as agências, que seguem atendendo apenas idosos e serviços sociais de apoio emergencial", disse o governador.

A decisão de reabertura também autoriza o funcionamento de lojas de conveniência de postos de combustível, mas sem consumo local, somente para retirada de produtos.
Ibaneis disse que já fez o teste do coronavírus e o resultado foi negativo.

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Equipe da F1 vão produzir equipamentos médicos

As equipes Haas, McLaren, Mercedes, Racing Point, Red Bull, Renault e Williams juntaram forças e vão produzir equipamentos médicos nas fábricas que constroem os carros da Fórmula 1, para abastecer os hospitais e ajuda no tratamento de paciente diagnoticados com o novo coronavírus.
O "Projeto Pitlane" é formado exclusivamente por escuderia que têm fábricas no  Reino Unido.

De acordo com comunicado divulgado pela F-1, a iniciativa foi impulsionada por medidas adotadas pelo governo britânico, para que as fábricas do país fiquem disponibilizadas para a produção de material médico.

O Mundial de Fórmula 1 não teve qualquer etapa em 2020, devido a crise provocada pela pandemia do coronavírus. O Grande Prêmio da Austrália, que abriria a temporada, foi cancelado horas antes do início do primeiro treino livre. A GP de Mônaco também não acontecerá mais neste ano.

Já as provas no Bahrein, Vietnã, China, China, Holanda e Espanha foram adiados. A primeira etapa com data marcada, até o momento, é a do Canadá, em 15 de junho.
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O presidente esclareceu que serão permitidas exceções a partir desta segunda-feira  (30)


 O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, afirmou nesta sexta-feira (27) que manterá, com algumas exceções, as determinações de isolamento social que valeriam até este sábado (28) como medida preventiva contra a covid-19, que já causou três mortes no país vizinho.
 
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"Amanhã a decisão será tomada porque expira o decreto, mas já prevejo que no domingo haverá uma quarentena total", declarou Abdo Benitez ao deixar o Palácio do Governo após uma reunião que ocorreu ontem com muitos de seus ministros.

O Paraguai, que registrou 52 casos positivos, decretou restrições ao movimento de pessoas à noite no dia 10 de março, mas no último domingo (22) prorrogou a medida para 24 horas por dia, exceto para atividades básicas.

"Esta é uma pandemia que afetou a todos, e reitero que vamos priorizar a saúde pública. A economia pode se recuperar, e, como eu disse desde o primeiro dia, o objetivo é salvar vidas", destacou o chefe de governo.
O presidente esclareceu que serão permitidas exceções a partir desta segunda-feira (30), sempre respeitando os protocolos de saúde. Haverá mobilização do pessoal da educação para a entrega da merenda escolar aos setores vulneráveis durante a greve de educação, além do setor privado para o pagamento de salários e impostos.

O pronunciamento de Abdo Benítez foi uma resposta ao ministro do Interior, Euclides Acevedo, que havia afirmado que a partir do próximo domingo (29) o confinamento social seria relaxado e valeria apenas das 19h às 5h.

A ministra da Indústria e Comércio, Liz Cramer, disse que as medidas a serem anunciadas neste sábado incluirão algumas exceções para o setor privado para manter a economia aquecida.
Além do isolamento social, o Paraguai vem passando por uma quarentena até 12 de abril, que inclui a suspensão das aulas e dos eventos de massa.


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Motoristas de ônibus com máscaras de proteção contra o coronavírus

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) e da São Paulo Transporte (SPTrans), informou, na manhã deste sábado (28), que, a partir da próxima segunda-feira (30), a frota de ônibus em circulação na cidade será de 40%.

A medida é necessária, segundo o órgão, porque o número de passageiros transportados está em 23% da média diária em dias úteis. A SPTrans afirmou que seguirá monitorando diariamente a movimentação de passageiros e fará ajustes, se necessário, para atender a população.

Em razão da pandemia do coronavírus, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as pessoas evitem sair de casa. A prioridade, de acordo com a administração municipal, neste momento é manter o transporte disponível àqueles que prestam serviços essenciais na cidade e evitar a circulação desnecessária nas ruas da cidade.

A SPTrans também informou que a frota de ônibus do Noturno passou de 430 para 211 veículos. Esta também é mais uma medida necessária para prevenir a propagação da Covid-19, causada pelo coronavírus. Todas as 150 linhas do Noturno operam, segundo a pasta, com intervalos maiores entre os veículos.


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
A pesquisa foi feita somente com pacientes com sintomas leves

 Um grupo de pesquisadores descobriu que alguns pacientes com grau leve de covid-19 podem continuar transmitindo a doença até oito dias depois do desaparecimento dos sintomas, motivo pelo qual recomendam estender a quarentena por mais duas semanas.

Um estudo conduzido pelos médicos Lixin Xie e Lokesh Sharma e publicado nesta sexta-feira (27) pela revista especializada "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine", da Sociedade Torácica Americana, revelou que metade dos pacientes analisados ainda estava em processo de eliminação do coronavírus SARS-CoV-2 depois do desaparecimento dos sintomas.

Os pesquisadores acompanharam 16 pacientes contaminados com o novo coronavírus, com média de idade de 35,5 anos, e que foram tratados entre 28 de janeiro e 9 de fevereiro, até receberem alta no Hospital Geral PLA, em Pequim.

Os especialistas analisaram amostras de cultura da garganta de todos os participantes do estudo em dias alternados. Dois deles tinham diabetes e um, tuberculose.

Os pacientes recuperados receberam alta apenas depois de obterem a confirmação de estado viral negativo em pelo menos dois testes consecutivos de reação em cadeia de polimerase (PCR).
Entre eles, o período de incubação da doença, que é o tempo entre o contágio e a aparição dos primeiros sintomas, foi de cinco dias, com exceção de um caso. Os principais sintomas incluíram febre, tosse, dor na faringe e dificuldades para respirar.
O estudo mostrou que a duração média dos sintomas para os pacientes em questão foi de oito dias, e o tempo pelo qual eles permaneceram como focos de contágio após o desaparecimento dos sintomas variou de um a oito dias.

"As infecções mais graves podem ter períodos de eliminação (do vírus) ainda mais longos", ressaltou Sharma, professor da Faculdade de Medicina da Yale e coautor da pesquisa.

No entanto, os especialistas destacaram que o estudo foi feito com base em uma amostra pequena e que contou apenas com pacientes com infecções leves. Por isso, não está claro quais resultados semelhantes poderiam ser observados entre doentes mais graves, como idosos, pessoas com sistemas imunológicos debilitados e sob tratamento com imunossupressores.

"São necessários mais estudos para descobrir se o vírus detectado por PCR em tempo real pode ser transmitido em etapas posteriores da infecção por covid-19", afirmou Lixin Xie, professor da Escola de Medicina Pulmonar e Cuidados Críticos do Hospital Geral PLA.


Fontes/pesquisas/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020

Estádio do Camp Nou, em Barcelona, vazio


O Barcelona anunciou neste sábado que entregou, por meio de sua fundação, 30 mil máscaras ao Ministério da Saúde da Catalunha para ajudar no combate ao novo coronavírus na Espanha, segundo país no mundo com mais mortes em decorrência da doença, atrás apenas da Itália.

As máscaras de proteção foram fabricadas na China e doadas pela companhia de seguros Taiping, um parceiro regional que tem acordo com o clube por três anos e meio.

Em um comunicado, o Barcelona informou que as máscaras são de uso diário e serão distribuídas pelas autoridades de saúde a asilos. o clube acrescentou que está trabalhando por meio de sua fundação "para ajudar o máximo possível nesta crise, tanto local como internacionalmente".

"O clube se colocou ao serviço das autoridades de saúde para ajudar a cumprir todas as instruções, recomendações e ordens para combater o contágio do vírus e aliviar seus efeitos o máximo possível", afirmou o Barcelona, em um trecho do comunicado.

Na última quinta-feira, o clube catalão anunciou a redução dos salários de seus jogadores e funcionários para diminuir os impactos econômicos provocados pela crise em função do novo coronavírus. Todos os atletas profissionais do Barcelona - incluindo o argentino Lionel Messi, eleito seis vezes como o melhor jogador de futebol do mundo - terão uma redução salarial obrigatória durante o período de quarentena, que ainda não tem data para acabar.

A Espanha está em quarentena desde o último dia 14 e seus cidadãos só podem deixar as suas casas para realizar serviços essenciais. O período de confinamento deve se estender neste fim de semana após o término do período inicial de 15 dias.

Com mais de 72 mil pessoas infectadas, a Espanha é o quarto país com mais números de casos da doença no mundo, atrás de Estados Unidos, Itália e China, e o segundo com mais mortes. São cerca de 5.690 óbitos registrados.

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Atualmente, o país tem 3.206 pessoas em estado grave sendo tratadas

 O Ministério da Saúde do Irã anunciou neste sábado (28) que o país registrou 139 novas mortes em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, chegando a 2.517 no total, enquanto o número de pessoas que sofreram contágio é de 35.408.

Ainda segundo a contabilização oficial, são 3.076 novos casos de infectados com relação ao boletim divulgado ontem (27). Atualmente, o país tem 3.206 pessoas em estado grave sendo tratadas. Já 11.679 se recuperaram.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, garantiu que o país tem infraestruturas e base de saúde fortes, dando conta de um avanço do novo coronavírus, como se viu em diversos outros países.
"Se a doença tiver uma escalada, nosso sistema, nossos médicos e enfermeiros estão prontos para o tratamento", disse o chefe de governo, em comunicado.
Para evitar o congestionamento de hospitais, foi ordenada a montagem de hospitais de campanha, exclusivamente, para atender pacientes diagnosticados com a covid-19.

"Talvez, seja surpreendente para o mundo como um país sob sanções internacionais, tem hospitais e leitos tão equipados, médicos e enfermeiros tão animados. Ao todo, 20% do orçamento do ano está voltado para o combate ao novo coronavírus", destacou Rohani.

As sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã dificultam o acesso aos medicamentos e equipamentos médicos, por isso, o governo do país asiático pediu que Washington coloque fim à política, para que melhorem as condições de enfrentamento.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
Pai de Lady gaga amarga dívidas com restaurante


Joe Germanotta, pai de Lady Gaga, pediu ajuda online para manter o pagamento dos funcionários de seu restaurante em Nova York durante a pandemia de coronavírus.

O empresário explicou que o estabelecimento, que leva o nome de Joanne Trattoria, não tem caixa para manter as despesas fixas e bancar os salários da equipe nesse período.

"Estou fazendo o melhor que eu posso, mas nós tivemos que fechar o Joanne por um mês. Nossos funcionários precisam de ajuda financeira. Qualquer ajuda será bem-vinda", diz o post compartilhado no Twitter.

Apesar do pedido de ajuda em público, a cantora não manifestou apoio ao pai até o momento.
Joe Germanotta tem enfrentado um período de crise nos negócios. Em fevereiro, ele foi acusado de não pagar o aluguel do imóvel em que o estabelecimento se encontra, no bairro de East Upper Side, e sonegar impostos relativos ao negócio. As dívidas ultrapassam US$ 1 milhão.


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 Protótipo de ventilador pulmonar feito pela Poli-USP

Uma equipe de engenheiros da Poli (Escola Politécnica) da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu um ventilador pulmonar de baixo custo para ajudar no combate a Covid-19, doença causada pelo coronavírus.
 
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O Inspire, como foi chamado o aparelho hospitalar, foi elaborado para ajudar a suprir a demanda devido à pandemia. A coordenação ficou sob os cuidados da direção da Poli, mas uma equipe multidisciplinar foi envolvida no projeto com pesquisadores nas áreas de engenharia biomédica,
mecânica, mecatrônica, energia, eletrônica e de produção.
 
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A proposta dos pesquisadores é suprir uma necessidade dos hospitais caso haja falta de ventiladores pulmonares no Brasil em meio ao aumento de casos da Covid-19.
O protótipo está pronto e deve entrar em fase de produção. Mais informações no site da Poli.


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O teste foi fabricado pela companhia Abbott


 A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos, deu luz verde na noite desta sexta-feira (27) para o uso de um teste de diagnóstico do novo coronavírus, fabricado pela companhia Abbott, que oferece resultados em menos de 15 minutos.
 
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A agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA autorizou o uso do aparato, que serve para "detectar o ácido nucleico do ARN (ácido ribonucleico) viral do SARS-CoV-2, em amostras diretas nasais, nasofaringes e garganta".
A Abbott, por sua vez, explicou em comunicado que o teste pode dar os resultados positivos em cinco minutos, e os negativos em 13.
A companhia explicou que os equipamentos estarão disponíveis na próxima semana nos centros de saúde designados pelo governo dos EUA. A intenção da empresa é disponibilizar 50 mil deles de forma imediata, para posteriormente, conseguir produzir 5 milhões por mês.

Os testes são portáteis e, ainda de acordo com a Abbott, podem ser realizados fora dos hospitais, nos chamados "pontos quentes" da pandemia no país.

Na noite desta sexta, os dados coletados pela Universidade Johns Hopkins, dos mais atualizados sobre a situação no planeta, indicava que os Estados Unidos tinham 104.837 mil casos, sendo o país líder neste ranking, além de 1.711 mortes.



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Prefeito e governador de SP acompanham obras em hospitais de campanha

O prefeito Bruno Covas visitou, na manhã deste sábado (28), o Hospital Municipal da Brasilândia, onde devem funcionar 150 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 30 leitos de enfermagem para o tratamento de pacientes com a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
 
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Durante a visita, o prefeito voltou a comentar sobre as políticas de São Paulo para conter o avanço da pandemia. "É uma luta contra um inimigo invisível, muitas vezes as pessoas não entendem a necessidade do isolamento. Mas, a cidade tem demonstrado o quanto isso se refletiu no achatamento da curva de contágio."

Covas disse também que "não se trata de uma questão de higiene, mas uma questão humanitária de respeito à família, ao semelhante." De acordo com o secretário de saúde, Edson Aparecido, o hospital começará a funcionar em 40 dias. Segundo ele, até a próxima sexta-feira uma parceria com cinco laboratórios privados deve possibilitar a chegada de mais 600 mil testes rápidos na cidade.
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O prefeito estava acompanhado dos Secretários de Saúde, Edson Aparecido, da Infraestrutura Urbana e Obras, Vitor Aly, Desenvolvimento Econômico e Trabalho – Aline Cardoso e Subprefeito da Freguesia do Ó-Vila Brasilândia, Sergio Rodrigues Gonelli.


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 Paralisado em razão da pandemia do novo coronavírus, o futebol europeu ainda não tem data para voltar. Diante de um cenário cheio de incertezas, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, disse que trabalha com várias possibilidades para finalizar todas as competições na Europa.

"Não sabemos quando essa pandemia terminará, mas temos um plano A, B e até C. Estamos em contato com as ligas, com os clubes, há um grupo de trabalho. Temos que esperar, como qualquer outro setor", disse Ceferin, em entrevista ao jornal italiano La Repubblica.
Ceferin apresentou algumas datas possíveis. Ele crê que a temporada seja reiniciada em breve, mas admite que, se os torneios não forem retomados até o fim de junho, as disputas estão perdidas.

"Poderíamos começar de novo em meados de maio, de junho ou no fim de junho. Então, se não conseguirmos, a temporada provavelmente está perdida", reconheceu o esloveno. "Há também a proposta de terminar esta temporada no início da próxima, que seria adiada, começando um pouco mais tarde", acrescentou.

Sobre a redução dos salários dos jogadores, Ceferin enfatizou que não existe "espaço para egoísmos" nesta situação, ressaltando que muitos jogadores estão de acordo. Alguns clubes, como Barcelona e Paris Saint-Germain, já anunciaram a medida, como forma de mitigar o impacto econômico provocado pela pandemia.

O esloveno que comanda desde 2016 a entidade que rege o futebol europeu rechaçou a possibilidade de haver jogos com portões fechados.

"Vamos ver quais são as melhores soluções para as diferentes ligas e clubes. É difícil imaginar todos os jogos de portões fechados, mas agora nem sabemos se vamos retomar, com ou sem espectadores. Se não houver outras alternativas, ainda seria melhor concluir o campeonato", declarou o presidente da Uefa. "Posso dizer que não penso nas finais da Liga dos Campeões de portões fechados", reforçou.

O dirigente também rebateu as críticas pela manutenção da disputa de parte das oitavas de final da
Liga dos Campeões, especialmente do duelo entre Atalanta e Valencia, disputado em Milão, cidade na região da Lombardia, uma das mais afetadas pela doença na Itália. O prefeito de Bérgamo, também na Lombardia, chegou a dizer que o confronto foi uma "bomba biológica" de propagação da covid-19 na Itália e Espanha.

 "Eu vi uma crítica idiota sobre a viagem a Milão, mas em 19 de fevereiro (data da partida) ninguém sabia que a Lombardia seria o centro da epidemia", considerou.
 
 
 
Respiradores são considerados essenciais no tratamento

 Em meio ao surto do novo coronavírus e à corrida pela compra de mais respiradores para atender pacientes graves, o Brasil tem 3,6 mil desses aparelhos fora de operação por problemas como falta de manutenção. É o que mostra um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo na base de dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), mantido pelo Ministério da Saúde no portal Datasus.

O balanço aponta a existência de 65.411 respiradores/ventiladores mecânicos nos hospitais públicos e privados do País, dos quais 61.772 estão em uso e o restante, parado. O número de aparatos que não podem ser utilizados equivale a 5,6% do total. Os respiradores são equipamentos considerados essenciais para o tratamento de pacientes que apresentam quadro grave da doença causada pelo coronavírus.
Indústrias vão doar respiradores mecânicos ao governo federal

O Estado de São Paulo, que reúne até agora o maior número de casos e mortes por covid-19 no País, é o que tem mais respiradores fora de uso: 770 (4,2%). No Rio de Janeiro, segundo Estado com mais contaminados pelo coronavírus, são 545 aparelhos parados, ou 7,2% do total.

Em números porcentuais, Roraima é a unidade da Federação com o maior índice de aparelhos fora de operação: 30,3% dos 152 respiradores do Estado estão sem condições de uso. "São equipamentos quebrados, em manutenção, mas que poderiam ser recuperados. Seria uma ótima estratégia reativar esses aparelhos nesse momento", comenta o médico intensivista Ederlon Rezende, do conselho consultivo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

Ele afirma que o preço de cada aparelho do tipo novo varia de R$ 50 mil a R$ 90 mil. De acordo com o especialista, embora a complexidade dos reparos dependa do tipo de pane e da disponibilidade de peças de reposição, o conserto não costuma ser demorado.

A recuperação dos produtos deixaria o País menos dependente da aquisição de novos respiradores em um momento que a demanda mundial cresce significativamente sem que a indústria dê conta de atendê-la. De acordo com Rezende, o conserto pode ser rápido e costuma ser mais barato.

Como mostrou o Estado nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde consultou os fabricantes dos equipamentos sobre a possibilidade de compra de 15 mil novos respiradores. A resposta do setor foi a de que a disponibilidade para entrega imediata é "praticamente nula". Segundo entidade que reúne os fabricantes, as indústrias conseguiriam iniciar o fornecimento de novas unidades em cerca de 15 dias, quando o Brasil já estará na fase de pico da doença, segundo projeções de especialistas e do Ministério da Saúde.
 
Conserto
Diante do cenário, a General Motors anunciou ontem força-tarefa para consertar aparelhos que não estão em operação por algum tipo de problema. Participam do grupo representantes do Ministério da Economia, Senai, Associação Brasileira de Engenharia Clínica (Abeclin), outras montadoras, como a Mercedes-Benz, e fabricantes de autopeças.

A empresa já está preparando áreas específicas nas fábricas de São Caetano do Sul, São José dos Campos (SP), Gravataí (RS), Joinville (SC) e seu centro de testes em Indaiatuba, também no interior de São Paulo, para realizar os consertos dos respiradores. Com ajuda do Senai, a General Motors também está treinando, online, pessoal técnico para a tarefa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A Secretaria Especial da Receita Federal criou um centro operacional específico para a crise gerada pelo novo coronavírus para simplificar e dar rapidez ao despacho aduaneiro de itens relacionados à doença. Portaria publicada nesta sexta-feira, 27, em edição extra no Diário Oficial da União (DOU), diz que o Centro Operacional Aduaneiro de Gestão da Crise gerada pela Pandemia da Doença pelo Coronavírus 2019 (Cogec-Covid-19) "tem o objetivo de promover a articulação institucional da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) para viabilizar e monitorar as atividades de Administração Aduaneira necessárias ao atendimento de demandas da sociedade decorrentes dessa doença".

Dentre as competências, a equipe do centro irá: receber, classificar e tratar adequadamente as demandas emergenciais relacionadas ao combate da doença originadas de órgão ou agência de qualquer esfera de governo ou ainda do setor privado; acionar as equipes compostas por servidores da Administração Aduaneira para avaliação e atendimento de demandas emergenciais em unidades administrativas da Receita; e propor ao secretário da Receita Federal medidas emergenciais para a solução de problemas relacionados ao fluxo de bens e pessoas decorrentes do combate à covid-19.
 
 

SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de soja do Brasil na temporada 2019/20 atingiu até esta sexta-feira 77,5% da área, aumento de cerca de 7 pontos ante a semana anterior, descolando da média histórica para o período, o que vinha sendo registrado nas últimas semanas, de acordo com dados da consultoria Arc Mercosul.

O avanço semanal, disse o diretor da Arc Mercosul, Matheus Pereira, está muito ligado ao rápido ritmo dos trabalhos dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

"O Matopiba foi o principal motor da aceleração do ritmo brasileiro. Isso levou ao descolamento de ritmo atual da nossa média, até então vinha seguindo padrão de média histórica", afirmou ele.
No Tocantins, os trabalhos já chegam a 80% da área, enquanto no Piauí avançaram para cerca de 40%. Já na Bahia e Maranhão estão em torno de 50% do total plantado.
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(Por Roberto Samora)
 
 
 
Entidades representativas do setor de transportes e infraestrutura reagiram nesta sexta-feira, 27, a propostas que buscam suspender a cobrança de pedágio nas rodovias brasileiras enquanto durar o período de enfrentamento ao novo coronavírus. Já há pelo menos três projetos no Congresso sobre o tema.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi uma que veio a público para repudiar a ideia. Segundo a entidade, a isenção do pagamento não beneficiaria as empresas do setor, já que o valor cobrado pelo pedágio é repassado ao usuário. "Quem cumpre a lei não quer que as cancelas sejam levantadas", disse o presidente da CNT, Vander Costa, em nota.
Uma posição também enfática veio da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Em documento, a entidade chama medidas como a liberação de pedágios de "atípicas e oportunistas".

A CNT observa ainda que a regra da cobrança de pedágio no Brasil é fruto de licitações para a construção e manutenção das rodovias. "Suspender cancelas seria quebrar contratos", afirmou.
Segundo a confederação, a medida seria prejudicial tanto a quem "cumpre a lei" e repassa o custo do pedágio ao cliente, quanto para aqueles que acabam arcando com esse custo.
"Para os primeiros, a isenção temporária será prejudicial, pois retira receita e gera custos de alteração dos sistemas de cobrança. Já para os que não cumprem a legislação e não repassam o valor do tributo para o preço, a medida seria ainda mais danosa, uma vez que a falta de repasse e a consequente fragilidade comercial, aliadas à isenção, acarretariam mais achatamento do valor do frete pago", afirma a CNT.
 
 
 
Governo decidiu assegurar 100% da parcela do benefício

 Após a polêmica em torno da proposta de suspensão de contratos de trabalho durante a crise do novo coronavírus, o governo decidiu assegurar 100% da parcela do seguro-desemprego para os trabalhadores que forem afetados por essa interrupção. As empresas poderão oferecer vantagens adicionais na negociação com o empregado.

A suspensão dos contratos - que deve ser de até dois meses, mas o prazo máximo ainda não foi fechado - deve ser permitida às pequenas empresas e às companhias que tiverem que suspender atividades devido a decretos de quarentena. Os detalhes ainda estão sendo fechados pelos técnicos da área econômica. O valor cheio do seguro-desemprego hoje vai de R$ 1.045 até R$ 1.813,03.
Para calcular o valor do seguro-desemprego, é considerada a média de salários dos últimos três meses anteriores à suspensão. O benefício não pode ser inferior ao salário mínimo.

A avaliação é de que as empresas poderão se sentir incentivadas a oferecer vantagens adicionais para que o trabalhador aceite a suspensão, uma vez que a alternativa seria demiti-lo pagando todas as verbas rescisórias (o que pode ser difícil numa situação de restrição de caixa).
Nos casos de redução de jornada e salário, a equipe está fazendo ajustes na proposta e pode elevar o limite máximo do corte a 70%. Antes, estava sendo cogitada uma redução máxima de 65%. Segundo uma fonte que participa das negociações, trata-se de um “ajuste fino” no desenho da medida.

As empresas ainda poderão adotar reduções menos drásticas de jornada e salário, de 25% e 50%, de acordo com sua situação e necessidade. O governo ainda avalia prever uma quantidade máxima de funcionários que a empresa poderá colocar na maior faixa de redução de salário e jornada.

A compensação a ser paga pelo governo a esses trabalhadores será no mesmo porcentual que a redução de jornada e salário. Se um trabalhador tiver redução de 50%, o governo pagará o equivalente a 50% da parcela do seguro-desemprego a que o empregado teria direito em caso de demissão.
Nenhum trabalhador receberá menos que o salário mínimo (R$ 1.045) na soma das duas parcelas, a da empresa e a do governo.

O repasse de parte do seguro-desemprego será feito a todos os trabalhadores que tiverem redução de jornada, independentemente de sua renda. Na prática, porém, o desenho da medida foi feito para que os trabalhadores com menores salários tenham uma perda proporcionalmente menor em seu poder aquisitivo.

Por exemplo, um trabalhador que hoje ganha R$ 2 mil teria direito a uma parcela de R$ 1.479,89 no seguro-desemprego se fosse dispensado. Em caso de redução de 50% na jornada e no salário, ele manteria metade da remuneração (R$ 1 mil) mais metade da parcela do seguro (R$ 739,95). Ou seja, esse trabalhador receberá R$ 1.739,95, o equivalente a 87% do seu salário regular.

Já um trabalhador que ganha R$ 3 mil teria direito a uma parcela de R$ 1.813,03 no seguro-desemprego em caso de demissão. Se ele sofrer redução de 50% na jornada e no salário, ele receberia R$ 1,5 mil da empresa e metade do seguro-desemprego (R$ 906,52), somando R$ 2.406,52 (80,2% do salário).

O empregado que recebe R$ 7 mil mensais também teria direito à parcela máxima do seguro-desemprego em caso de dispensa. No caso de redução de jornada e salário em 50%, ele receberia R$ 3,5 mil do empregador e metade do seguro-desemprego (R$ 906,52), totalizando R$ 4.406,52, o equivalente a 62,96% do salário regular.
 
Confira os valores do seguro desempego:
- Até R$ 1.599,61 - multiplica-se o salário médio por 0,8 (80%)
- De R$ 1.599,62 até R$ 2.666,29 - o que exceder a R$ 1.599,61 multiplicar por 0,5 (50%) e somar a R$ 1.279,69
- Acima de R$ 2.666,29 - o valor da parcela será de R$ 1.813,03
Fonte: Secretaria Especial de Previdência e Trabalho

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/economia/voos-passam-a-atender-capitais-e-19-cidades-a-partir-deste-sabado-28032020


 Setor essencial na economia, o transporte público coletivo urbano corre o risco de entrar em colapso e paralisar suas atividades em todo o país, a partir do próximo dia 5 de abril. O alerta é de Otávio Cunha, presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos (NTU). A falta de recursos para pagar a folha de pagamento dos colaboradores já está prevista, em função da crise causada pelo novo coronavírus.
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"O setor não vai tomar a decisão de parar. Temos responsabilidade social e sabemos da relevância desse serviço essencial. Mas infelizmente, na maior parte do Brasil, as empresas não conseguem mais bancar os custos dessa atividade", desabafa Cunha. Segundo ele, 182 cidades já foram obrigadas a suspender o serviço por decisão do poder público.

Associação afirma que falta recursos para folha de pagamento de funcionários


O transporte coletivo é fundamental durante a pandemia para que trabalhadores de áreas como saúde, segurança, abastecimento e outras, também essenciais, possam se deslocar diariamente. Muitas empresas operam com redução de mais de 50% dos passageiros desde o inicio das medidas de isolamento. Em Porto Alegre, a queda é estimada em 79%, número próximo aos de Salvador (75%) e da região metropolitana de Belo Horizonte (70%). Isso causa forte impacto na receita do setor.

A Associação enviou ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pleiteando apoio financeiro emergencial. A NTU estima que seria necessário um aporte de R$ 2,8 bilhões mensais para manter o serviço em funcionamento nos 2.901 municípios que dispõe de transporte coletivo por ônibus. Cunha diz que, na maioria dos municípios, o custo do serviço é bancado, exclusivamente, com recursos da tarifa paga pelo passageiro.

Conforme o ofício entregue ao governo federal, o socorro financeiro, a fundo perdido, permitiria o reequilíbrio entre custos e receitas das empresas mesmo com a atual redução da demanda. Com esse apoio, as empresas conseguiriam colocar 70% da frota em operação, número ideal para evitar aglomeração nos ônibus.

“O pedido de socorro também solicita a suspensão, por seis meses, da cobrança de tributos federais que incidem sobre as empresas, tais como encargos sociais sobre o faturamento e PIS/Cofins sobre o óleo diesel; renegociação das linhas de financiamento usadas para renovação de frotas; e a possibilidade de suspensão temporária dos contratos de trabalho em caso de paralisação total ou parcial dos serviços”, detalha a associação, em comunicado distribuído à imprensa.


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/economia/voos-passam-a-atender-capitais-e-19-cidades-a-partir-deste-sabado-28032020
A malha emergencial é 91,61% menor do que a prevista inicialmente


Com a redução drástica de voos em março, em decorrência da pandemia do coronavírus, começou neste sábado o ajuste da malha aérea. Além das capitais dos 26 estados e o Distrito Federal, outras 19 cidades do país serão atendidas, de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

 A malha emergencial é 91,61% menor do que a originalmente prevista pelas empresas para o período. Considerando a programação de Gol, Azul e Latam, a queda é de 56,06% das localidades atendidas, passando de 106 para 46. O número de voos semanais passou de 14.781 para 1.241. Essa previsão vale até o final de abril, quando haverá uma revisão.

Os voos terão frequências semanais, com 723 no Sudeste, 153 na região Nordeste, 155 voos no Sul, 135 no Centro-oeste e 75 voos para a região Norte. A distribuição dos voos atende a preocupação do governo federal de manter uma malha que continue integrando o país, com ajustes para que nenhum estado fique sem pelo menos uma ligação aérea.

O Diretor-Presidente da Anac, Juliano Noman, reforça a importância da medida para a manutenção do transporte aéreo: "A aviação de vários países está parando por completo. O que estamos fazendo no Brasil é porque sabemos que o serviço aéreo é essencial para ajudar o país a superar esse cenário sem precedentes, permitindo o deslocamento de materiais, profissionais de saúde e das pessoas que ainda precisam viajar."

Juntas as empresas aéreas operarão 1.241 voos semanais, sendo 483 voos da Latam, 405 voos da Azul e 353 voos da Gol. Antes eram mais de 14 mil voos previstos.


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/economia/voos-passam-a-atender-capitais-e-19-cidades-a-partir-deste-sabado-28032020
Hospital das Clínicas  faz campanha para arrecadar fundos para comprar máscaras

 Não é exagero dizer que todos lutam uma guerra contra o novo coronavírus e os funcionários do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo pedem ajuda para vencê-la. Nessa corrida, um perfil exclusivo foi criado nas redes sociais, intitulado "Vem pra Guerra". A campanha tem o objetivo de levantar fundos e alcançar R$ 10 milhões até o dia 2 de abril.  As plataformas de arrecadação não cobrarão taxas nas transferências do dinheiro.
 
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As doações para a campanha "Vem pra Guerra" serão revertidas para a compra de 40 mil máscaras N95, 670 mil máscaras cirúrgicas, 6,7 mil litros de álcool gel, 45 mil aventais, 211 mil toucas e três máquinas portáteis de raio X para dois meses de atendimento, segundo as projeções de aumento dos atendimentos feitas pelos profissionais do Hospital das Clínicas.

"O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) está na linha de frente do combate ao avanço da pandemia e está preparando um projeto de reestruturação de seus leitos e UTI's para enfrentar a ameaça do novo coronavírus", diz o comunicado.
 
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"Para garantir a integridade da equipe e pacientes, prevenção ao contágio, a manutenção da quantidade e qualidade dos atendimentos, estima-se um crescimento de mais de 400% na demanda desses materiais. Infelizmente, com o avanço da epidemia a demanda desses insumos esgotou os estoques e acarretou o aumento exponencial dos preços", alerta a campanha, que conta com a hashtag

#VemPraGuerra para conseguir engajamento em todas as redes sociais.
Até a sexta-feira (27), mais de seis mil pessoas já haviam feito doações para a campanha.
Bolsonaro, durante anúncio de medidas econômicas


O presidente Jair Bolsonaro participa nesta manhã de sábado (28) de reunião com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, no Palácio da Alvorada, em Brasília.
 
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Na pauta, a decisão sobre pronunciamento neste sábado em cadeia de rádio e televisão com medidas para o enfrentamento ao coronavírus no país. Bolsonaro tem defendido o isolamento vertical, ou seja, quarentena apenas para idosos e doentes crônicos, que fazem parte do grupo de risco da covid-19.

No último pronunciamento, na terça-feira (24), o presidente criticou o isolamento da forma em que está sendo realizado pelos estados e disse que a vida dos brasileiros deve continuar, para que os empregos sejam mantidos diante da pandemia de coronavírus. O que provocou reações e críticas nas redes sociais.

Outros ministros são esperados para participar também da reunião, para alinhamento da estratégia de combate à doença no Brasil.
O levantamento mais recente do Ministério da Saúde, da tarde desta sexta-feira (27), mostra que o país já registra 92 mortes e 3.417 casos.


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/brasil/fotos/polemica-sobre-quarentena-e-acoes-contra-coronavirus-sao-destaque-28032020#!/foto/1
Número de infecções na China continental é de 81.394

A Comissão Nacional de Saúde da China afirmou que 54 novos casos de coronavírus foram registrados na China continental nesta sexta-feira (27), todos envolvendo os chamados casos importados. Foram 55 os novos casos no dia anterior.

O número total de infecções na China continental agora é de 81.394, com o número de mortes aumentando em 3, passando a 3.295, disse o documento.
 
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Distanciamento social seguro e lavar as mãos com frequência são orientações que ajudam a manter as pessoas longe do contágio por coronavírus mas... e as roupas?
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"Depois de voltar para casa do trabalho, lojas ou outros locais públicos, não há necessidade de trocar de roupa completamente para combater a propagação da doença viral", disse o infectologista Dr. Robert Amler à Fox News. "O senso comum me sugere que isso parece extremo", avaliou Amler. “Suas roupas não serão uma fonte importante de exposição, a menos que alguém doente tenha tido muito contato com elas - espirrou ou tossiu ou as usou por um período em que estava doente. As roupas geralmente não são uma fonte de exposição a esse vírus", acrescentou.
Quanto ao gerenciamento de roupas durante o surto em andamento, as famílias com casos confirmados ou suspeitos de COVID-19 devem seguir estas instruções ao limpar roupas, roupas de cama, toalhas e outros itens que são lavados.

Use luvas ao tocar na roupa de uma pessoa doente. Luvas descartáveis ​​devem ser descartadas após cada uso, enquanto luvas reutilizáveis ​​não devem ser usadas para outros fins além da desinfecção e limpeza de superfícies do COVID-19.

Não sacuda a roupa suja. Isso reduz a possibilidade de o vírus se dispersar pelo ar.

Você pode lavar a roupa de uma pessoa doente com outros itens. Siga as instruções do fabricante ao lavar a roupa e use a temperatura mais quente apropriada" para os itens, se possível. Seque os itens completamente.

Mantenha as mãos limpas. Lave as mãos imediatamente após tirar as luvas. Se você não estiver usando luvas ao manusear a roupa suja, lave as mãos adequadamente depois.

Mantenha os cestos limpos. Depois de guardar a roupa, limpe e desinfete os cestos. Em relação ao transporte sanitário, considere o uso de um revestimento descartável para sacos ou um revestimento reutilizável para sacos que possa ser lavado.


Fonte/pesquisa/créditos: https://lifestyle.r7.com/como-lidar-com-as-roupas-durante-a-crise-do-coronavirus-28032020

 O professor de matemática da rede pública de Caraguatatuba (SP) Fábio Galfke Barbero, de 48 anos, ficou meses juntando o dinheiro que dava para fazer a viagem dos seus sonhos. Seriam 38 dias passando por quase vinte países, o problema é que ao chegar ao 18º, o Egito, em 15 de março, os aeroportos foram fechados por causa da pandemia do coronavírus.

Barbero conta os últimos trocados e não faz ideia de quando poderá retornar. Pior que isso, toma remédios que acabaram no início desta semana. Um para uma doença crônica que afeta sua imunidade e outro para manter os nervos em dia, receitado quando teve depressão, há 12 anos. "Sabe aquela pessoa que fala palavrão, xinga e briga com todo mundo a qualquer hora? Sou eu agora", diz.

Sua história e a dos inúmeros brasileiros presos no Egito autorizam-nos a ficar bravos. O Itamaraty não informa o número oficial. "A Embaixada do Brasil não nos ajuda em absolutamente nada, nem informações corretas sabem passar. Falam agora que a gente tem que pagar do próprio bolso pelo voo de volta, que nem sabemos se tem alguma chance de sair."

Segundo o professor, uma das opções que sugeriram é a compra de bilhetes para Beirute, e de lá partirem para São Paulo, mas os aeroportos do Líbano estão fechados. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro foi procurado pelo R7, mas não respondeu nada até a publicação desta reportagem.

Fábio Barbero saiu do Brasil em 24 de fevereiro. Na passagem por Itália e Espanha, dois dos países mais castigados pelo coronavírus, estranhou que ninguém usava nada para se proteger da covid-19. "Parecia que não havia risco, não estavam nem aí. Chegamos a tirar foto porque éramos os únicos com máscaras."

Desembarcaram no Egito ele e os amigos Jean e Valéria, que também está sem remédios essenciais para o tratamento de sua doença crônica, a fibromialgia.
As escalas seguintes foram todas canceladas. De Dahab, a 800 quilômetros do Cairo, iriam para Israel, de lá para a França e então para o Brasil.

"Não quero levar aborrecimentos"

Se hoje está perceptivelmente desolado e irritado com o descaso do governo brasileiro, não é isso o que repassa para os familiares brasileiros. "Quando falo com eles, digo que está tudo bem, que a embaixada ajuda bastante e que logo estará tudo resolvido ..."

No dia em que falou com o R7, sexta-feira (27), completavam-se 14 meses da morte de seu sobrinho, uma criança. O episódio deixou a família inteira em luto. Por mais que saiba o tamanho do problema que está passando, não tem coragem de levar mais aborrecimentos aos parentes.

Fábio se diz uma pessoa feliz, de alto astral (como mostra a foto acima), mas admite que tem momentos nos quais tem que se esforçar para ficar assim.
Como nesses últimos dias.

"Liguei para o Brasil para ver se meu médico conseguia despachar meus medicamentos e ele foi super grosseiro. Eu não posso ficar sem os remédios. Preciso voltar logo, quero que me tirem daqui!"
Segundo ele, ficar mais de uma semana sem remédio pode comprometer bastante sua saúde, e logo no período em que deveria estar mais forte para se proteger do coronavírus.

A diária de seu hotel vence neste sábado (28), mas um empresário local cedeu hospedagem ao saber a história do trio brasileiro. "Quanto ao resto, não sei o que fazer. Estamos passando necessidade em um país com uma estrutura médica terrível e com toque de recolher nas ruas."

Há alguns dias, sentiu fortes dores abdominais e teve de procurar atendimento médico em Dahab. "Você não tem noção do que é um hospital egípcio, não usam luvas e não têm qualquer tipo de prevenção contra a pandemia." Não era nenhum problema mais grave de saúde, mas custou 500 libras egípcias (por volta de R$ 160). "É pouco, mas para a gente que está sem nada é uma fortuna."

Dramas pessoais

A história de Fábio é uma entre dezenas de dramas pessoais de pessoas que só querem ter o direito de voltar. Entre as quais...

A de Valeria Vieira Rocha Arrais, professora e servidora pública, amiga de Fábio Barbero, a que toma remédios contra fibromialgia. "A gente não vê movimentação no sentido de nos repatriar, estamos no final de viagem e os recursos estão acabando. Não podemos gastar com passagem sendo que a qualquer momento elas podem ser canceladas. Sinto dores no corpo, tomo medicamento controlado. Teria que ingerir duas cápsular por dia, mas, como estou racionando, só tomo uma. Meu corpo já amanhece enrijecido e sinto dores. Tenho muita pressa."

Ou de Bianca Diniz Camargo, 19 anos, esteticista. "Estamos muito assustados, pois o Egito não tem boa estrutura hospitalar e estamos com nosso dinheiro contado. A Embaixada do Brasil pede para comprarmos passagens com custos absurdos, de mais de R$ 12 mil, e quando falamos em repatriação dizem que isso não é possível."
 
Sergio Póvoa, chef de cozinha. "Vim para abrir o primeiro restaurante brasileiro no país .Estamos voltando por causa do fechamento de todos os hotéis no Egito. A empresa está tentando nos mandar de volta ao país desde o dia 18, quando chegou a ordem de fechar tudo. Estamos bem, sendo monitorados diariamente [o hotel em que trabalha mede a temperatura e faz perguntas sobre a saúde dos funcionários]. Estamos só esperando abrir a primeira janela para o Brasil."
 
Edmo Roberto Maia, 66 anos, grupo de risco da covid-19. "Não tenho condições de comprar as passagens a esse preço que estão pedindo e a embaixada só tem mandado esperar."
 
Paloma Duarte Figueiredo. "O dinheiro está acabando e não tenho como me manter no mês que vem. Não tenho opção e espero uma solução rápida do Brasil."
 
Gabriela Barbosa de Almeida. "Eu iria sair do Cairo no dia 24 para Dubai, depois para Portugal e então para o Brasil, mas os voos da Emirates foram suspensos. Eu preciso de ajuda para comprar outro bilhete. Nossa situação está muto difícil."
 
Jean Cley Miranda dos Santos. "Tenho um voo marcado amanhã [sábado] da França para o Brasil, mas não tenho como ir. A embaixada dá pouco apoio, somente informações incompletas."


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/internacional/sem-remedios-e-dinheiro-brasileiros-no-egito-imploram-nos-tirem-daqui-28032020
Presos confeccionam máscaras de proteção contra coronavírus em SP

O risco de contaminação pelo novo coronavírus está levando à soltura de presos provisórios e condenados em final de pena em todo o País. A liberdade condicional beneficia principalmente idosos, portadores de doenças crônicas graves e devedores de pensão alimentícia.

O Brasil tem 770 mil encarcerados, mas ainda não se sabe quantos irão para casa. Só nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pelo menos 4,5 mil presos saíram da cadeia.
 
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A soltura obedece à recomendação 062/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determina a adoção de medidas preventivas no sistema de justiça penal e socioeducativo. A medida, válida por 90 dias, recomenda a adoção de medidas de não custódia para mulheres grávidas, mães com filhos até 12 anos, indígenas, pessoas com deficiência e outros grupos de risco, como maiores de 60.
O CNJ recomendou a reavaliação de prisões preventivas que excedam 90 dias e a adoção de medidas preventivas em unidades superlotadas.

Na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu "não ceder ao pânico" e manter os presos nas cadeias para não "vulnerabilizar as pessoas que estão fora da prisão". Ele considerou que a medida não é possível de ser aplicada mesmo para aqueles que não cometeram crimes violentos. "Vamos soltar todos os traficantes do País?".
 
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Nesta quinta-feira, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que todos os presos por pensão alimentícia no País sejam colocados em prisão domiciliar. No dia anterior, uma liminar beneficiava apenas os presos do Ceará nessa condição. O pedido de extensão da medida foi feito pela Defensoria Pública da União.

Um relatório elaborado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul apontou que magistrados libertaram mais de 3,4 mil detentos das cadeias desde o dia 17 de março. Hoje, esse grupo está em prisão domiciliar. Conforme o promotor Luciano Vaccaro, do Centro de Apoio Operacional Criminal, entre os que cumprem prisão em casa há criminosos que cometeram delitos graves, como estupros, homicídios, feminicídios e latrocínio.

Ele citou como exemplo um detento acusado de realizar ataques com ácido em pessoas na zona sul de Porto Alegre. "Ele foi libertado com base no pânico gerado dentro do sistema jurídico brasileiro e estão soltando simplesmente pelo risco de contaminação dentro do sistema carcerário. Isto é uma suposição. Não há registro de covid-19 dentro das prisões do Rio Grande do Sul."

Em Santa Catarina, 1,1 mil detentos do sistema prisional foram soltos desde o dia 21, quando a Justiça determinou a soltura de detentos dos grupos mais vulneráveis à doença. A medida atingiu presos de 51 unidades prisionais e levou em conta a preservação da saúde dos agentes e funcionários.
Os juízes do Rio terão dez dias para reavaliar as prisões preventivas e temporárias das pessoas com mais de 60 anos, do contrário elas deverão ser soltas imediatamente. É o que determina habeas corpus obtido nesta quinta pela Defensoria Pública do Estado no STJ. No Estado de São Paulo, a Defensoria Pública entrou com ação no Tribunal de Justiça para a liberação de presos de grupos de risco, mas ainda não há decisão.

As liberações de detentos são feitas de forma pontual. Conforme o CNJ, nove Estados - Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e Tocantins - criaram comitês para tratar da aplicação das medidas previstas na resolução. No Paraná e Rio Grande do Norte, comitês já existentes criados para a questão prisional também se engajaram.

Na semana passada, o presidente do CNJ e do STF, ministro Dias Toffoli, ressaltou a importância da medida. "É imperativo que o Judiciário não se omita e adote uma resposta rápida e uniforme, evitando danos irremediáveis."
 
Políticos
A medida também beneficia políticos presos, acusados de corrupção. Na quinta, o Tribunal de Justiça de Minas autorizou o preso Marcos Valério, condenado no processo do mensalão do PT, a cumprir prisão domiciliar. O tribunal acatou pedido da defesa, que argumentou que Valério tem mais de 60 anos e está com a saúde combalida.

No mesmo dia, o STJ autorizou a soltura do ex-prefeito de Araçariguama (SP), Carlos Aymar, para cumprir prisão domiciliar. Ele foi preso após ser flagrado extorquindo dinheiro. A defesa alegou que Aymar tem doença crônica.