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Trump discursa antes do embarque do navio hospital que segue para Nova York

 Trump acompanha neste sábado (28) a partida do navio hospital Comfort, que segue para Nova York. A região concentra um grande número de casos de Covid-19, causada pelo coronavírus, nos Estados Unidos.

O presidente americano declarou que o navio está equipado com salas de cirurgia e grande estrutura para atender pessoas que estão doentes e ampliar o número de leitos nos hospitais de Nova York.

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Este é o segundo navio hospital que segue para auxiliar no combate ao coronavírus. O primeiro, o Mercy, chegou antes do previsto à costa oeste, na Califórnia.

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Sobre o Comfort, afirmou que o"navio está muito bem equipado para receber pessoas doentes ou que precisem de cirurgias, deve abrir novos leitos e tem capacidade para enfrentar todo o tipo de dificuldade". A embarcação conta com 12 salas de cirurgia, laboratório médico, farmácia para produção de medicamentos, oxigênio, heliponto, equipe médica treinada para trabalhar sob pressão e mais de mil homens da marinha americana.

"Mais de cem nações do mundo enfrentam esse inimigo invisível e nada nos deterá para salvar vidas e combater o avanço desse vírus", disse.

Trump reforçou que irá anunciar nos próximos dias a quarentena para os estados Nova York, Nova Jersey e Connecticut. Segundo ele, a medida não afetará os caminhoneiros que circulam levando mercadorias, nem a atividade comercial.

Também anunciou a ampliação dos hospitais de campanha. "Esses hospitais são de excelente qualidade, mas vamos acrescentar mais quatro tendas para atender a população de Nova York".

O presidente americano também informou que algumas empresas, como a GM, deverão produzir ventiladores pulmonares. "São equipamentos complexos e que levam um tempo para serem produzidos, mas colocaremos empresas para aumentar a capacidade de produção. E o que sobrar, vamos enviar para outros países do mundo que estão precisando, como o Reino Unido."

Nos próximos meses, os Estados Unidos vão precisar de três vezes mais respiradores do que é utilizado em um ano. Também estão sendo produzidas mais máscaras e equipamento de proteção.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/oms-diz-que-nao-da-para-prever-quanto-tempo-pandemia-vai-durar-27032020



Onde está a luz no fim do túnel da pandemia de coronavírus, que já infectou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente?

Para responder isso, precisamos de menos incerteza ao fazer, por exemplo, cada vez mais testes para determinar quem está infectado, medida que pode aplacar a preocupação de muita gente e garantir uma estratégia eficiente de combate ao vírus, como na Coreia do Sul.
Mas uma das respostas que podem marcar uma virada nessa pandemia, junto com remédios e vacinas que funcionem, passa não por quantas pessoas estão doentes hoje, mas por quantas já enfrentaram silenciosamente o vírus e sequer perceberam.

Uma busca em massa por anticorpos nas pessoas pode permitir descobrir se todos esses números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg.
Se for o caso, será possível tirar duas conclusões. A primeira é que a taxa de mortalidade, hoje estimada em cerca de 3,4% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser bem menor do que se sabe.

A segunda é que milhões de pessoas podem já ter contraído o vírus, desenvolvido algum grau de imunidade e, portanto, não precisariam ficar isoladas.

Essa informação pode influenciar decisões políticas e determinar se o principal "remédio" adotado pelas autoridades contra essa crise — no caso, quarentenas de quase 3 bilhões de pessoas — está na dose certa ou se ele vai ser pior que a doença e matar o paciente, como tem se questionado, a exemplo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.
O debate em torno da real gravidade do novo coronavírus, que matou quase 24 mil pessoas desde dezembro, se agrava ainda mais porque trata de vidas humanas.

Testes para detectar o coronavírus no momento podem ser feitos com base em amostras de secreção respiratória
 
Testes para detectar o coronavírus no momento podem ser feitos com base em amostras de secreção respiratória BBC NEWS BRASIL / Getty Images
 
Minoria reage a confinamentos
Há uma grande divergência entre basicamente dois grupos. De um lado, uma pequena minoria que inclui os presidentes de Estados Unidos, Brasil e México e alguns especialistas. De outro, amplamente majoritário, estão mais de cem líderes mundiais, a OMS e a maioria dos pesquisadores.

O primeiro grupo, no qual estão Donald Trump e Jair Bolsonaro, defende que os dados disponíveis, ainda que escassos, apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral. Ela se parece com a gripe (ou uma "gripezinha") que circula todo ano. Por isso, seria possível contê-la sem tamanha perda econômica.

Ou seja, argumentam eles, qual é a necessidade de confinar a população inteira se apenas uma minúscula parcela corre de fato o risco de morrer? No caso, as pessoas com mais de 60 anos e aquelas com condições pré-existentes, como doenças cardíacas e diabetes.
Segundo a abordagem defendida por esse grupo minoritário, chamada de isolamento vertical, bastaria proteger os mais vulneráveis e retomar a vida do restante da sociedade até que todo mundo fique imunizado com conta própria.
A conta é que, quando mais de 50% da população estiver imunizada, seria como se todos estivessem vacinados. Ocorreria a chamada "imunidade de grupo ou de rebanho", na qual a imunidade de um acaba protegendo o outro por reduzir a cadeia de transmissão do vírus.
É importante deixar claro que ainda há dúvidas se de fato as pessoas que tiveram a doença uma vez a não terão de novo, como em geral acontece. Saber isso é chave nesse debate.
Os anticorpos são uma espécie de memória de batalha do nosso corpo contra um invasor. Em geral, a gente o derrota uma vez e não se esquece como faz isso.
O problema é que essa imunidade nem sempre ocorre ou é completa. O sarampo tem, por exemplo, a capacidade de fazer o corpo se esquecer de como o combater.
Por outro lado, a grande maioria das autoridades e de especialistas defende que a falta de dados não permite tirar conclusões precipitadas que podem levar ao colapso do sistema de saúde, mesmo que todo esse confinamento gere enormes custos econômicos.
Para esse segundo grupo, não se trata de um cenário hipotético baseado em modelos matemáticos, mas da realidade, e equívocos aqui podem levar à morte de milhares ou milhões de pessoas. Ou seja, uma "gripezinha" seria capaz de lotar hospitais ao redor do mundo de uma forma sem precedentes na história recente.
Não há até o momento qualquer remédio, vacina ou certezas sobre o novo coronavírus. Por isso, o mundo tem se isolado para evitar que as pessoas transmitam a doença entre umas para as outras e que muita gente fique doente ao mesmo tempo, impedindo que o sistema de saúde tenha a capacidade de atender todo mundo.

Coronavírus foram batizados assim por causa das pequenas 'coroas' na superfície
Coronavírus foram batizados assim por causa das pequenas 'coroas' na superfície BBC NEWS BRASIL / Getty Images
Anticorpos podem influenciar debate
Há então como sair desse impasse? Ou essa situação de confinamento durará meses ou até anos?
Bem, uma saída que vem sendo discutida em alguns lugares do mundo, principalmente no Reino Unido, é o teste sorológico massivo e controlado, feito a partir de amostras de sangue, para encontrar nas pessoas anticorpos ligados ao novo coronavírus.
Diversos países estão desenvolvendo e investindo nesses testes, entre eles o Brasil. Especialistas ressaltam que é essencial que essas análises sejam seguras e confiáveis, sem falsos positivos ou falsos negativos, que poderiam ter consequências catastróficas, como expor à contaminação alguém que acredite falsamente que está imune.
O governo britânico decidiu comprar 3,5 milhões de unidades destes testes. A estratégia pode envolver enviar esse material para a casa de habitantes selecionados a fim de tentar descobrir de fato quantas pessoas contraíram o vírus sem saber.
Há uma pequena parcela de pesquisadores que estima que o número de pessoas infectadas que podem já ter adquirido imunidade pode ser dez, cem, mil vezes maior. Ou que a doença mata uma pessoa a cada cem, uma a cada mil ou uma a cada dez mil, como uma gripe.
Para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o resultado desse experimento pode vir a representar uma grande virada na estratégia de combate à pandemia. Se descobrirmos que a maioria da população já teve contato com o vírus, as medidas de distanciamento social poderiam até ser flexibilizadas ou extintas.
Em última instância, no cenário mais otimista, isso poderia levar à reabertura de lojas, escolas e locais de trabalho, por exemplo.

O novo vírus faz parte da família dos coronavírus, que inclui Sars e Mers
O novo vírus faz parte da família dos coronavírus, que inclui Sars e Mers BBC NEWS BRASIL / Getty Images
Para se ter uma ideia, pesquisadores de Oxford estimaram em um exercício teórico que até metade do Reino Unido já pode contraído o vírus. Mas isso é apenas uma hipótese. Só esses testes massivos e controlados com anticorpos poderão esclarecer isso.
Esses testos sorológicos são importantes também para as equipes de saúde serem monitoradas constantemente e evitar que elas contaminem outras pessoas ou sejam contaminadas.
E se esse experimento não encontrar um percentual expressivo de pessoas com anticorpos? Isso não deixa de ser uma informação extremamente relevante também. Caso se confirme essa hipótese, teremos ainda mais certezas sobre:
- a importância do distanciamento social para evitar a disseminação da doença e todas as medidas de higiene recomendas, como lavar as mãos com sabão por ao menos 20 segundos;
- o investimento e a mobilização inédita em testes clínicos para encontrar possíveis tratamentos, já que nenhum até agora foi aprovado para esse fim;
- e de que o desenvolvimento de uma vacina é essencial, algo que pode levar no mínimo mais um ano, já que é preciso garantir também que ela funcione e não tenha o efeito contrário, de nos deixar mais vulneráveis ao vírus.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
Ciência anuncia investimento de R$ 100 milhões em pesquisas de saúde

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) afirmou na sexta-feira (27), que investirá R$ 100 milhões em pesquisas na área de saúde. O recurso foi liberado como crédito suplementar pelo Governo Federal e terá como origem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
 
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Conforme a pasta, foi anunciado uma chamada pública na área da saúde no valor de R$ 50 milhões, sendo que o MCTIC investirá R$ 30 milhões e o Ministério da Saúde R$ 20 milhões.

O edital será lançado por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTIC. A chamada contemplará projetos nas áreas de diagnósticos, vacinas, testes clínicos com pacientes, patogênese do vírus e temas relacionados ao combate à covid-19.
 
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O MCTIC também lançou o IdearuMCTIC (www.mctic.gov.br), ferramenta para a conexão de ideias e avaliação de maturidade de soluções tecnológicas, com foco inicial nos desafios apresentados pela pandemia.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
OMS informou que pacientes da Espanha e Noruega estão nos experimentos

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que uma vacina para coronavírus ainda deve demorar “pelo menos 18 meses”, apesar dos testes em andamento. O comando da OMS informou que pacientes de Espanha e Noruega estão envolvidos em experimentos.
 
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Mas Ghebreyesus insistiu para que pessoas não usem remédios que não tenham eficácia comprovada, diante dos riscos à saúde com esse comportamento. A OMS insistiu na importância de que países realizem testes para identificar casos, isolar os positivos e cuidar dos registros mais graves.
“Muitos países mostram que o vírus pode ser controlado, com medidas agressivas nessa linha”, disse a entidade. “O coronavírus pode causar doença leve, moderada, grave ou matar”, lembrou, comentando também que a doença é “significativa”, por causar “doença severa em muitas pessoas”.

Mesmo no caso das crianças, em que a maioria desenvolve doenças leves, há registros de casos graves, advertiu a OMS. A entidade lembrou ainda que a doença já é transmitida em seus estágios iniciais, por isso a importância do distanciamento para conter os contágios. “A distância física é recomendada para impedir que o vírus passe de uma pessoa para outra.”

“Essa é uma doença capaz de causar impactos em todas as pessoas de todas as idades”, afirmou Maria Van Kherkove, especialista em doenças infecciosas da OMS. Na Coreia do Sul, apenas 20% dos casos de contaminação eram de pessoas com mais de 60 anos. Na Itália, 15% dos internados em unidades de terapia intensiva tinham menos de 50 anos. “A grande questão é que você pode transmitir para alguém e a pessoa morrer. Todo mundo tem papel nisso.”

Tedros informou ainda que o fundo de solidariedade contra o coronavírus já recebeu US$ 108 milhões, com doações de mais de 203 mil pessoas e organizações. "Para fortalecer nosso apelo a todos os países para que conduzam pesquisas e façam testes, estamos trabalhando para aumentar a produção e a capacidade de testes em todo o mundo", afirmou. “O sucesso de um país é o sucesso de outro. E o fracasso de um é o do outro. Estamos juntos nessa luta”, resumiu Maria Kherkove.
 
Brasil
A Fiocruz vai coordenar no Brasil os esforços mundiais para investigar a eficácia de quatro tratamentos contra a covid-19, entre eles a cloroquina e a hidroxicloroquina, usadas contra a malária e que se mostraram promissoras em alguns testes iniciais, ainda feitos com poucas pessoas no mundo.

Os testes farão parte do ensaio clínico Solidariedade (Solidarity), lançado pela OMS.
No país, vão participar 18 hospitais de 12 estados, com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. De acordo com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, os medicamentos que o estudo clínico apontar como os mais adequados à doença poderão ser produzidos em Farmanguinhos.

A fundação também iniciou a construção de uma nova estrutura para ajudar os governos estadual e municipal a combater a doença.


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
Secretário de Vigilância em Saúde diz que cloroquina pode ter efeitos nocivos

O Ministério da Saúde fez um alerta nesta sexta-feira (27), sobre o uso do medicamento cloroquina no combate ao novo coronavírus. O remédio sumiu de muitas farmácias desde que o presidente Jair Bolsonaro passou a divulgar informações de que o País estaria no caminho de encontrar uma medicação de combate ao vírus.
 
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O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o uso da cloroquina pela população pode, na realidade, ter efeitos nocivos sobre a saúde. "A cloroquina é um medicamento indicado em condições específicas, mas ele tem contraindicações. Pode ser tóxico em médio e longo prazo", afirmou à imprensa ontem.

"A cloroquina não é um medicamento para evitar a doença. Os estudos ainda estão sendo realizados. Estão seguindo um rito muito mais acelerado que o tradicional", disse o secretário.
 
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A medicação, que é usada no combate à malária, vai ser produzida em larga escala e distribuída em hospitais de todo o País para ser testada em pacientes em situação grave. O Ministério da Saúde informou que serão liberadas 3,4 milhões para hospitais. Hoje, há 148 pessoas na UTI, em estado grave, com a covid-19.


Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020
Aumenta o número de mortes por coronavírus na Espanha

Em apenas 24 horas, a Espanha registrou 832 mortos vítimas da Covid-19, causada pelo coronavírus. O número mais alto já alcançado no país. A informação foi divulgada neste sábado (28) pelo Ministério da Saúde.
 
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No total, o número de óbitos no país por causa da pandemia chega a 5.690. Segundo o governo espanhol, o número de novos casos da doença foi de 8.189. A Espanha contabiliza 72.248 contágios.
 
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O número de pacientes em cuidados intensivos é de 4.575 e as altas hospitalares somam 12.285.

Fonte/pesquisa/créditos: https://noticias.r7.com/saude/coronavirus/brasil-tem-36-mil-respiradores-fora-de-operacao-27032020